Benefícios da computação na terceira idade | Happy Code
Happy Code | Escola de Programação e Robótica

Benefícios da computação na terceira idade

fevereiro 16, 2018

Atualmente, dois a cada 10 idosos usam a internet. Ainda, segundo as projeções da Organização Mundial de Saúde (OMS), o Brasil está envelhecendo e vai se tornar um país idoso até 2050 – passando de 12,5% para 30% a população com mais de 60 anos. Isso se dá devido ao aumento progressivo da expectativa de vida do brasileiro, que conforme dado do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) é de 75,8 anos. Com uma população cada vez mais idosa, é preciso pensar em qualidade de vida e acesso aos meios de comunicação que tornem o dia a dia mais fácil e prático.

A tecnologia invadiu as casas, empresas, instituições de todos os tipos, a sociedade como um todo está se tornando informatizada. Os recursos da imprensa, rádio, TV, telefone, fax, vídeo, computador e Internet são disseminadores de culturas, valores e padrões sociais de comportamento. Cada vez mais o ser humano cria dependências pelos recursos eletrônicos, que passam a coexistir no dia a dia de todos. Com isso as mudanças transparecem nas diversas dimensões de viver na sociedade globalizada. A tecnologia nos permite estar mais integrado em uma comunidade online, nos colocando em contato com parentes e amigos, em um ambiente de troca de informações, aprendendo junto e oferecendo a oportunidade de descoberta das próprias habilidades. Tais atividades potencializam as expectativas de um futuro com melhor qualidade de vida, pelo sentimento de integração na sociedade.

Uma pesquisa da Universidade da Califórnia com pessoas com idades entre 55 e 78 anos revelou que depois da experiência do primeiro contato com o computador, eles mostraram, em ressonância magnética, maior atividade nas áreas da linguagem, leitura, memória e capacidade visual. Submetidos a uma segunda ressonância após duas semanas, os pesquisadores perceberam que além da região já movimentada com o primeiro contato do computador, agora a região frontal do cérebro também havia sido ativada: região esta que controla a memória e a tomada de decisões.

A inclusão digital na terceira idade tem uma influência muito positiva na confiança, autoestima e apoio social dos idosos. Com dispositivos tecnológicos como aliados, os idosos se sentem atualizados, ocupam seu tempo livre e reduzem as chances de depressão e solidão, tão comuns nessa época da vida.

O aprendizado tecnológico possibilita novas descobertas, novas experiências e novas vivências, resultando no grande aprimoramento das demais habilidades sem perder os valores ou objetivos de vida. Os idosos podem utilizar as redes sociais como mecanismo de diálogo com amigos e familiares, inserção social e busca de informações para estarem atualizados sobre o que acontece no mundo todo. Estar on-line também oferece aos idosos uma ferramenta para gerenciar e pesquisar problemas de saúde e uma maneira de aumentar a atividade cerebral.

Aplicativos podem auxiliar na terceira idade

Existem diversos aplicativos que os nossos avós podem utilizar para manter suas atividades em controle e aptidão. Listamos 7 aplicativos que podem ser muito úteis para a saúde e a mente dos idosos, além de auxiliar em seu dia-a-dia. E que, mais do que isso, podem ser até bastante divertidos e estimulantes.

  • CPqD Alcance

Criado para atender às necessidades de deficientes visuais de diferentes graus, o aplicativo é ideal para idosos que têm dificuldade para enxergar. Além dos ícones grandes e de uma reorganização mais simplificada da interface do aparelho, o aplicativo possui funções como a de narração, que ao passar o dedo sobre as opções alerta para o usuário em qual botão ele está clicando. Dentre os ícones da tela de início estão ligações, mensagens, lista de contatos, despertador, tocador de áudio, lembrete de voz, sistema de localização, câmera fotográfica e até um leitor de texto. Aplicativo disponível em versões gratuita e paga para Android.

  • Tecnonutri

Quem passa de uma certa idade sabe quanto é cada vez mais difícil manter o peso, além de controlar índices como colesterol e triglicerídeos. O aplicativo Tecnonutri registra suas refeições e acompanha quantas calorias você consumiu no dia, além de saber se você atingiu a quantidade de nutrientes suficientes. O Tecnonutri está disponível gratuitamente para iOS e Android.

  • Sabores do Brasil

Qual avó que não gosta de fazer novas receitinhas pros seus netos e filhos? Agora elas podem experimentar fazer receitas do Brasil inteiro na própria cozinha. O aplicativo Sabores do Brasil, inclui receitas de doces, lanches, salgados e muito mais de todo Brasil. Basta escolher a região do país no mapa e desfrutar de diversas receitas. O app está disponível para Android e é gratuito.

  • Tudo Gostoso

O livro de culinária sempre foi essencial na casa das avós. Que tal ter um acesso digital para todas as suas criações na cozinha? No app Tudo Gostoso, é possível enviar sua receita, compartilhar e ainda aproveitar as mais de 150 mil receitas de tipos variados, com ilustrações e de fácil acesso. Está disponível gratuitamente para Android e iOS.

  • Caixa de Remédios

Os anos vão passando e a tendência é que a memória fique mais fraca. Enquanto a memória diminui, a necessidade de remédio aumenta. É difícil a tarefa de conciliar os horários dos remédios, por isso o aplicativo Caixa de remédios foi criado para dar fim a esse problema. O aplicativo emite alarmes para que o usuário não esqueça de tomar os remédios, além de escanear o código de barras do remédio, e localizando online as lojas onde o medicamento está disponível. Assim é possível comparar os preços e fazer a melhor escolha. A ferramenta é gratuita e está disponível para IOS e Android.

  • Teste seu cérebro

O aplicativo Teste seu Cérebro tem como objetivo verificar se o idoso apresenta risco para desenvolver algum tipo de doença degenerativa cerebral, ou mesmo para a verificação de que suas queixas de dificuldades não são indicativas de alteração cognitiva, mas um declínio normal da idade. O aplicativo possibilita obter informações por meio de uma série de jogos-teste, que podem ser utilizados por qualquer profissional da saúde que esteja atendendo ao idoso. Os testes são de fácil entendimento, são feitos em sequência e se assemelham a jogos de computadores. O aplicativo custa 4,99 dólares e está disponível para IOS.

  • WebMD

Os médicos muitas vezes usam termos que são difíceis de entender. Mas para quem tem um aparelho Android fica mais fácil entender o que o seu médico quis dizer. O WebMD é um aplicativo do Medscape, conhecido site de consulta para médicos, que disponibiliza informações, de maneira direta e simples, sobre saúde. É dividido em quatro grandes funções: sintomas, doenças, primeiros socorros e localização de postos de saúde. O aplicativo oferece, por exemplo, uma extensa lista de medicamentos com informações sobre uso, efeitos colaterais, precauções e interações. Além disso, tem um dicionário de termos médicos e explica como são realizados testes e procedimentos médicos. A ferramenta é gratuita e está disponível para IOS e Android.

É necessário entender a nova geração de idosos

Em uma entrevista para a Revista Terra, a psicóloga Ruth Gelehrter Lopes, professora doutora do Programa de Estudos Pós Graduados em Gerontologia da PUC-SP, afirma que as novas gerações de avós querem diálogo, e não ficar na posição de idosos submissos. “A cada tempo você tem que ver qual é a geração que envelhece e o que ela demanda. As generalizações sobre envelhecimento vão sendo desconstruídas e você já começa a ver características do envelhecimento mudando”, explica.

Portanto, nossa jornada em tecnologia junto à inclusão social para a terceira idade está apenas começando. Graças à promessa de realidade virtual, realidade aumentada, ativação de voz e hologramas, o futuro é brilhante e cheio de infinitas possibilidades. A adoção da mídia social e uso de internet entre adultos mais velhos ainda tem seus obstáculos, incluindo a distração e recursos confiáveis, que precisam ser trabalhados na maneira correta. O ensino em geral a idosos requer a adoção de metodologias de ensino específicas, devido a ritmos de aprendizagem mais lentos e à possibilidade de motivação. Mas é um esforço muito nobre procurar maneiras de beneficiar a inclusão de um idoso para sua saúde e independência na era digital. Além de que os sorrisos que você vai receber farão valer todo o esforço!

Incentive a inclusão digital entre seus parentes!

A Happy Code oferece o curso de Digitalidade em suas unidades. Este curso tem como objetivo ensinar noções de informática e internet para pessoas com idade acima de 60 anos. O método de ensino tem aulas adaptadas, com um tempo maior para execução dos exercícios, repetição de conceitos e termos usados, de maneira dinâmica e com toda paciência que os alunos precisarem. A partir do curso, é possível compreender o universo da tecnologia com conhecimentos tendenciosos ao uso de dispositivos como computadores, tablets e smartphones. É também possível aprender conceitos básicos de uso das principais redes sociais e compreender melhor o funcionamento da internet bem como usar determinados sites, além de desenvolver habilidades como: pensamento crítico e analítico, criatividade e adaptação a novos desafios.

Sobre a Happy Code

A Happy Code é uma escola de tecnologia e inovação, criada a partir da necessidade do ensino de competências digitais para uma geração que já nasceu conectada. Nosso método de ensino é baseado no conceito global STEM – Ciências, Tecnologia, Engenharia e Matemática – que trabalha disciplinas fundamentais na formação de alunos mais preparados para lidar com os novos desafios da era digital.

Oferecemos cursos interativos de programação, desenvolvimento de games e aplicativos, robótica com drones, Internet das Coisas e mais, introduzindo os alunos a um ambiente inovador como o exigido pelo mundo atual. Por meio do aprendizado baseado em projetos, nosso conteúdo estimula o raciocínio, a criatividade e o pensamento crítico.

Happy Code continua em expansão e chega em breve a Maringá, com os melhores cursos de tecnologia e inovaçãoComputação cognitiva: as máquinas podem pensar?