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Como o IoT está transformando o mundo

janeiro 12, 2018

Você sabe como o loT está transformando o mundo? Na verdade, a mudança já começou e está presente em simples ações da nossa rotina diária. Para início de conversa o loT significa em inglês, “Internet of Things” ou em nosso português, “A internet das coisas”. Já vivemos no mundo tecnológico e os avanços realmente não param, a previsão é que em alguns anos tudo esteja conectado. Então, vamos entender mais como o loT funciona?

Como o loT está mudando o mundo?

Essa temática vem sendo muito discutida em diversas esferas da sociedade e com certeza será uma imensa transformação na vida das pessoas. A frase “Internet das coisas” é creditada a Kevin Ashton, ele criou o termo em 1999, mas ganhou popularidade em 2009 após a publicação de  um artigo no RFID Journal .O loT e a inteligência cognitiva são as tecnologias que aproximam a inteligência das necessidades dos indivíduos e buscam melhorar as experiências e facilitar todos os processos em várias áreas, seja no trabalho, na casa, na saúde, na indústria, nos meios de transportes, no consumo, na agricultura e muito mais.

Mas de fato, o que é a internet das coisas? Já pensou em todos os dispositivos conectados à internet? Então, é basicamente isso! Carros, sensores, geladeiras, cafeteiras, portas, acessórios, roupas, ou seja, várias coisas e não apenas os smartphones e computadores. Tudo deve se tornar conectado à rede para coletar informações e dados por conta dos sensores. Atividades como fazer compras, trabalhar, fazer exames vai se tornar mais práticas. Já pensou? Se você pudesse facilitar algo, o que você criaria no IoT?

Já existem milhões de dispositivos incríveis conectados à IoT.  Imagine sentar-se em sua mesa no escritório e controlar os aparelhos em sua casa pronto para o final do dia. Você poderia ligar o aquecimento ou descobrir o que está na geladeira para o jantar. Quando você chega em casa e sentar na sua cadeira favorita, enquanto seu parceiro está viajando a negócios, vocês poderão dar um abraço através da cadeira. Ou quando você deixa a casa correndo, você poderia verificar se você realmente fechou a porta da frente sem ter que retornar ou até mesmo seu carro pode monitorar o desempenho, notificando o fabricante quando ele começa a se comportar fora do desempenho esperado.

As estimativas atuais sugerem que há cerca de dois bilhões de pessoas on-line e existem cerca de dez bilhões de “coisas” on-line, e isso aumentará para 20 bilhões de coisas até 2020. A internet é a rede global que conecta computadores em todos os países, seja através de fibra óptica , banda larga ou sem fio. A Internet das Coisas dá aos computadores a capacidade de monitorar e manipular o mundo físico, desfocando a distinção entre o virtual e o físico, e potencialmente movendo a maior parte da comunicação na internet da comunicação humana mediada por computadores.

Um artigo que apareceu na revista americana WIRED, deu um exemplo em que o IoT poderia salvar vidas. O artigo relatou que, em 2007, uma ponte colapsou em Minnesota nos EUA, matando muitas pessoas. O colapso foi devido a placas de aço enfraquecidas na estrutura da ponte que não eram fortes o suficiente para levar a carga. Uma possível solução? O artigo citou: “Quando reconstruímos pontes, podemos usar cimento inteligente: cimento equipado com sensores para monitorar tensões e rachaduras. Este cimento nos alerta para corrigir problemas antes de causar uma catástrofe.” O IoT faria tudo isso possível.

A Internet das Coisas no Brasil

De acordo com uma nova pesquisa da Worldpay, os brasileiros são os consumidores mais abertos à adoção de novas tecnologias de Internet das Coisas (IoT) e sintetiza que 81% dos consumidores brasileiros já estão preparados para fazer compras por meio de dispositivos conectados e acreditam que esse processo é parte da evolução de como as empresas e o público se relacionam, colocando o Brasil entre os líderes na adoção de Internet das Coisas no consumo. O estudo também mostra que brasileiros acreditam que a tecnologia IoT será responsável por tornar a rotina mais fácil e prática.

As expectativa é que até 2025 o IoT será o grande motor da economia mundial. Empresas e associações já projetam investimentos da ordem de US$14,4 trilhões e especialistas acreditam que o valor do investimento na economia com o IoT pode chegar a US$ 7,4 trilhões. Empresas brasileiras dos mais variados setores investiram US$ 79 milhões em Internet das Coisas somente em 2017, de acordo com pesquisa divulgada pela empresa de tecnologia Tata Consulting. Estima-se que, em 2018 o impacto no mercado mundial do IoT, somente no setor de equipamentos industriais, ultrapasse os 300 milhões de dólares.

A tecnologia IoT já está presente no Brasil, e com cases de sucesso.  Na cidade de Petrópolis, o monitoramento dos pluviômetros para a detecção de calamidades utiliza IoT. A mesma tecnologia faz funcionar os radares de trânsito da cidade de São Paulo, que transmitem informações diversas sobre um veículo diretamente para uma viatura da polícia. Outro exemplo em território nacional são as lixeiras do Paraná, que emitem avisos a uma central de gerenciamento quando estão cheias. Assim, os órgãos públicos conseguem evitar o acúmulo de lixo e, consequentemente, reduzir o risco de enchentes em regiões vulneráveis.

Benefícios para a educação infantil

Com o surgimento da Internet das Coisas, as futuras gerações se beneficiarão extremamente dos dispositivos em todos os suas atividades diárias. O IoT está mudando rapidamente a maneira como as crianças aprendem, jogam e se comunicam.

As aplicações móveis têm integrado entretenimento e educação para crianças. As crianças mudaram de brinquedos tradicionais tangíveis para jogos online. Esses aplicativos podem ajudar a iniciar as experiências de aprendizado se forem usados ​​corretamente. Por exemplo, Elmo Loves 123s é um aplicativo educacional relativamente barato que ensina matemática para crianças de cinco anos, enquanto recompensando-os com atividades divertidas, como quebra-cabeças e páginas para colorir. Dois personagens do Vila Sésamo guiam através de uma experiência de aprendizagem individualizada e interativa.

Os dispositivos IoT estão mudando a forma como os alunos absorvem e processam a informação na escola. O uso da Internet das Coisas na sala de aula cresceu rapidamente e as seguintes tecnologias alteraram a experiência de aprendizagem para estudantes de todas as idades. Muitos educadores acreditam que essas ferramentas podem transformar os alunos em pesquisadores mais criativos, auto-suficientes e em aprendizes envolvidos. Esses dispositivos têm o potencial de mudar fundamentalmente o aprendizado na sala de aula, mas a transformação exigirá uma mudança para estilos de ensino mais dinâmicos e uma ampla aceitação pelos educadores.

A criação de material acadêmico e de entretenimento altamente interativo nunca foi tão dinâmica. Graças aos aplicativos da Internet de Coisas criados usando recursos de plataformas IoT baseadas em AI, como IBM Watson, Amazon Lex e outros. Essas aplicações mapeiam a inteligência dos usuários e fornecem informações importantes de como fazer para elevar o quociente de aprendizagem ou de entretenimento para o próximo nível.

Nesse sentido, poderíamos testemunhar nos próximos anos o início de um processo de melhoria constante e rápida do desenvolvimento infantil e da psicologia infantil. Desta forma, os resultados de aprendizagem podem ser maximizados, o foco da criança no jogo é mantido alto, e mesmo os custos de brinquedos novos para os pais podem ser minimizados.

A Internet das Coisas e o Movimento Maker

O IoT é baseado no conceito “maker” na criação de soluções em dispositivos conectados à internet. O movimento maker cresceu de forma sustentável ao longo dos últimos anos e continuará crescendo nos próximos. Isso se refere a um entusiasmo por inventar e criar novas tecnologias e ferramentas, nos EUA, na Europa e em muitos outros países em todo o mundo. Tem suas origens no conceito DIY(do-it-yourself), conhecido como “faça você mesmo” aqui no Brasil e mudou a maneira de criar, inventar ou simplesmente construir algo. Isso revoluciona a forma como líderes e inovadores investem suas idéias e exploram a curiosidade, criatividade e confiança, refletindo diretamente na tecnologia IoT.

Tim Bajarin da revista TIME, em um artigo intitulado ” Por que o movimento maker é importante para o futuro, explica: “Ele [o movimento maker] tem o potencial de transformar cada vez mais pessoas em makers, em vez de apenas consumidores, e quando você dá aos makers as ferramentas certas e a inspiração, eles têm o potencial de mudar o mundo”. Com bilhões de “coisas” sendo introduzidas nos próximos anos é necessário entender como o conceito maker auxilia na criação de dispositivos que resolvem problemas da vida real.

Riscos e desafios

No entanto, grandes desafios são encontrados antes que a Internet das coisas se torne parte de nossas vidas diárias. Há implicações sociais e questões a serem respondidas sobre a nossa compreensão dos dados, as revelações recentes sobre acesso e armazenamento de nossos dados de comunicação causaram preocupações generalizadas.

Visto que muitas pessoas têm dificuldade em configurar e proteger corretamente dispositivos únicos como computadores e smartphones, é difícil saber como elas irão reagir quando apresentadas à”casa inteligente” – efetivamente um sistema complexo contendo muitas dezenas ou centenas de dispositivos em rede, alterando sistemas domésticos como eletricidade, água, máquinas de lavar roupa e iluminação.

Em um relatório publicado pela HP, 70% dos dispositivos da IoT estão vulneráveis a ataques. Esse estudo utilizou como base o Top 10 dos dispositivos mais usados atualmente e encontrou 250 falhas, entre elas estão, por exemplo, inseguranças em Web Interface, Software e Firmware. O FTC (Federal Trade Commission) também alertou sobre os possíveis riscos que essa tecnologia trará, sendo necessário que as empresas invistam em tecnologias de segurança.

A segurança cibernética também é um risco que já conhecemos e que está presente na tecnologia IoT. Uma vez que qualquer falha em uma rede é um ponto de entrada potencial para um hacker, a segurança geral da rede se tornará um problema ainda maior do que é hoje.

Como vamos reunir, armazenar e gerenciar o risco, violação de privacidade, fluxos de dados de todas essas “coisas”  conectadas? Isso aponta para a necessidade de controles humanos que não podemos nos dar ao luxo de abandonar. Por fim, vale ressaltar que o IoT já está acontecendo e que grandes empresas já estudam sobre seu controle e segurança. O Blockchain, por exemplo, é a inteligência que dá sustentação ao mercado de bitcoins. Com a popularização das criptomoedas, é importante entender sobre como cada transação é digitalmente assinada com o objetivo de garantir sua autenticidade e garantir que ninguém a adultere, de forma que o próprio registro e as transações existentes dentro dele sejam considerados de alta integridade.

A Internet das coisas promete enormes benefícios para consumidores e empresas nos próximos anos. Mas para apreciá-los completamente, precisaremos encontrar maneiras eficazes de lidar com os riscos que irão acompanhar eles.

Primeiro curso de Internet das Coisas para crianças no Brasil

Acompanhando a demanda de aprender habilidades e conceitos DIY (“Do it yourself”), base do movimento maker, a Happy Code anunciou uma novidade no ensino de IoT no país por meio do curso de Internet das Coisas. Fundada em junho de 2015, a Happy Code é uma escola de competências digitais, que se destaca por aplicar a metodologia STEM, que integra Ciências, Tecnologia, Engenharia e Matemática. Com uma variada grade curricular, a startup também oferece programas pioneiros como o Curso de Youtubers e Robótica com Drones. Atualmente, a empresa impactou mais de 15 mil alunos e possui 100 unidades, divididas entre Brasil e Portugal.

O objetivo do curso é propor aos alunos um aprendizado prático e divertido, utilizando robótica, internet das coisas e lógica de programação e a tecnologia SAM LABS Education de forma interdisciplinar com as áreas de Ciências, Tecnologia, Engenharia e Matemática (STEM). A SAM Labs é uma empresa britânica que capacita professores com soluções mais atraentes de STEAM, incluindo planos de aula, aplicativos e eletrônicos premiados, com função de aprendizado de habilidades do futuro de maneira fácil e divertida. Mais de 1000 instituições de ensino no Reino Unido já utilizam os kits na grade curricular, como parte de seus programas de aprendizagem. Com o SAM LABS é possível tornar a robótica simples o suficiente para que alguém possa colocar em prática a sua criatividade, proporcionando aos alunos uma introdução ao universo maker. O curso de Internet das Coisas também permite para os alunos o desenvolvimento habilidades como trabalho em equipe, análise e compreensão do funcionamento de mecanismos motorizados, pensamento crítico e criativo, raciocínio lógico, resolução de problemas e elaboração de projetos com acompanhamento pedagógico e controle de segurança e privacidade.

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