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Crianças empreendedoras e a responsabilidade dos pais

setembro 29, 2017

Que as crianças e adolescentes possuem grande familiaridade com o mundo digital desde cedo, é fato. Parece que desde o primeiro flash na maternidade, já aprendem a tirar fotos sozinhos e a dominar os mais diversos dispositivos tecnológicos.

Brincadeiras à parte, salta aos olhos a facilidade e agilidade que os pequenos possuem em dominar aparelhos eletrônicos, como smartphones e tablets, e aos canais da rede mundial de computadores em geral. Sem contar que, cada vez mais cedo, os pequenos ganham os seus próprios aparelhos eletrônicos e se rendem aos encantos do ciberespaço.

Somando-se a esta referida capacidade tecnológica, a excessiva criatividade e facilidade de aprendizado típica da idade, propiciam uma grande oportunidade de se empreender precocemente, principalmente, com destaque naquilo que muitos dominam: o mundo tecnológico. Tal fato, fica cada vez mais evidente no cenário atual.

A título de exemplo, temos a criatividade do americano Thomas Suarez, Conhecido como mini “Steve Jobs”, pois com apenas 12 anos desenvolveu aplicativos para a Apple, dentre eles o “Earth Fortune, cujo objetivo é trocar a cor da terra de acordo com a fortuna adquirida. Thomas já possui sua própria empresa, que desenvolve aplicativos, e é professor de programação.

Ainda, há o jovem Robr Nay, que com apenas 14 anos é conhecido como o novo “Mark Zuckeberg”, por ter criado “Bubble Ball”, o game mais baixado da App Store, acabando com a liderança do Angry Birds.

Outros exemplos de jovens empreendedores são os jovens brasileiros que participaram da Campus Party de Brasília na edição de 2017:

A jovem Manela Moreti (9 anos), que aos 8 anos venceu um hackthon (competição de programação), hoje tem um canal no Youtube, é palestrante e jurada em diversas maratonas de desenvolvimento; e

O jovem Matheus Moraes, conhecido como Teteus Bionic, por desde os 7 anos estuda e ensina programação para crianças carentes junto com o seu pai, sendo que, atualmente, Matheus é palestrante em universidades e eventos de tecnologia, além de desenvolver projetos em robótica e astronomia, conforme disponível em http://agenciabrasil.ebc.com.br/pesquisa-e-inovacao/noticia/2017-06/criancas-empreendedoras-dividem-espaco-com-adultos-na-campus.

Assim como referidos jovens, há outros diversos exemplos, conforme matéria disponível na URL http://exame.abril.com.br/pme/7-exemplos-de-criancas-empreendedoras/, sendo certo que, com o devido incentivo, qualquer criança e adolescente pode se tornar um empreendedor em potencial, principalmente no meio digital, meio dinâmico, em que se facilita a troca de informação entre os usuários e a criação de diversos conteúdos em tempo real pelos mesmos.

Muitas escolas e os próprios responsáveis, reconhecendo que empreender é um fator positivo na formação de uma criança, o qual deve ser incentivado, estão apostando na inclusão de matérias no currículo escolar e cursos extracurriculares específicos para este fim.

Porém, por serem menores de idade, se faz de extrema importância o papel do seu responsável, que deverá traçar ao “pequeno” empreendedor uma rotina que concilie as atividades requeridas para o empreendedorismo, com as tarefas educacionais esperadas e necessárias para a formação do jovem, garantindo que este tenha também tempo para estudar, brincar e interagir no mundo off-line.

Ainda, alerta-se! Os pais e responsáveis respondem pelos eventuais danos civis que os filhos menores causarem, por isso, é de suma importância o acompanhamento e fiscalização das suas atividades por um responsável. Não se pode esquecer que os pequenos empreendedores, apesar da expertise desenvolvida, são seres em formação e mais vulneráveis aos riscos típicos da sociedade que precocemente estão ingressando.

Assim, caberá aos responsáveis atenção dobrada em relação ao seu dever de cuidado do menor, com frequente monitoramento da sua vida online, vez que a facilidade de comunicação e o aparente anonimato potencializam os riscos gerados, principalmente frente a visibilidade que a criança empreendedora está exposta.

Em relação a potencial independência financeira gerada pelo empreender do menor, aconselha-se que os pais lidem abertamente com essa questão, administrando eventuais lucros e despesas em conjunto com os filhos, para que, também, seja desenvolvido no menor uma maturidade financeira.

Adverte-se, por fim, que o Estatuto da Criança e do Adolescente veda a exploração do trabalho de menores, de modo que, evidentemente, a criança deve estar disposta a participar das atividades exercidas, sendo que estas, não devem ocorrer de madrugada ou expor os pequenos a qualquer tipo de risco.

Desta forma, os responsáveis podem incentivar os seus filhos a empreender seja no mundo online ou off-line, mas não devem esquecer de garantir aos pequenos empreendedores um desenvolvimento saudável, típico de um ser em formação, e, ainda, com intensa fiscalização do menor, como consequência do dever de cuidado dos pais.

Por Alessandra Borelli e Helena Mendonça

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